SOBRE AS ELEIÇÕES PARA DIREÇÃO NAS ESCOLAS DA REDE ESTADUAL

A eleição direta para direção das escolas públicas estaduais é uma conquista da última greve da Rede Estadual e das ocupações estudantis que se espalharam pelo Estado do Rio de Janeiro. A materialização desta conquista deve se dar com a participação de toda a comunidade escolar, tendo como base os seguintes eixos políticos:

● Garantir que as chapas apresentem seus programas para a Comunidade Escolar. No caso de chapa única, propor que a chapa faça também apresentação pública de seu plano de gestão para todas e todos aqueles(as) que compõem os segmentos da escola, funcionários, professores, alunos e os(as) terceirizados(as). Isto é muito importante, pois o plano de gestão é o que vai nortear as escolhas da direção para todo o mandato.

● Uma pergunta que todos devemos fazer é “Direção é cargo de confiança de quem?” esta pergunta é importante, pois para a SEEDUC, o diretor de escola é uma pessoa cuja obrigação é aplicar sua política meritocrática e entregar os resultados das avaliações dentro do esperado e sem questionamentos. Entendemos que o modelo de gestão da SEEDUC se baseia em projetos elaborados por empresas e pagos pelo Estado, sendo este formato o ideal para o governo do Rio de Janeiro transferir dinheiro público para empresas. As direções eleitas devem lutar para garantir a autonomia dos(as) trabalhadores(as) da escola frente a esses processos meritocráticos que são o germe da terceirização total das escolas.

● Materializar um plano de gestão na perspectiva de uma educação emancipatória. A escola pública deve ser o local de formulação de um projeto de transformação social que tenha como foco a problematização do abismo aprofundado entre as classes sociais, ampliando o que deve ser trabalhado em sala para além dos currículos mínimos, enriquecendo a formação das nossas crianças e adolescentes e também dos muitos adultos que procuram a escola em busca de formação para o mercado de trabalho. A escola deve ir além, deve situar as crianças no tempo e no espaço. A escola pública deve construir o pensamento crítico. Dessa forma enfrentaremos o momento histórico que estamos vivendo onde a classe dominante tenta impor projetos como o “Escola sem partido” e almeja retirar disciplinas como Geografia, História, Filosofia e Sociologia com a intenção clara de moldar nossos jovens a uma inserção rápida e precarizada no mundo do trabalho.

● Garantir a autonomia dos estudantes e sua livre participação nos grêmios. A construção de um ambiente democrático nas escolas deve ser incentivada pelas novas direções.

● Incentivar e organizar as eleições de representantes sindicais (representante de escola – SEPE) entre funcionários, professores e terceirizados, entendendo que todos(as) são trabalhadores da educação. Organizar representações do SEPE na escola é fundamental, principalmente no pós-
eleição. A SEEDUC continuará tentando retomar o controle vertical que já faz nas escolas da rede e será muito importante estar organizado para enfrentar possíveis perseguições e exonerações sem base legal que possam vir a acontecer.

● Construir o projeto político pedagógico nas UE’s de forma participativa, envolvendo toda comunidade escolar. É assim que acreditamos que poderemos cumprir a tarefa de formar alunos que terão participação crítica nesta sociedade, questionando sempre a sociabilidade atual e atuando politicamente no seu futuro ou já exitente local de trabalho.
A Regional 9 do SEPE aproveita para frisar que dará apoio às chapas que se identificam com esses pontos e que sejam compostas por integrantes que não tolerem que os cargos ocupados estejam a serviço das mesmas práticas que já ocorrem nas escolas do Estado. É hora de organizar as chapas e onde não houver possibilidade de construção de chapa, a tarefa é fazer parte dos Conselhos Escolares e tensionar as direções para o caminho da gestão democrática, do combate ao assédio moral, do combate aos projetos meritocráticos e todo o assédio oriundo da Metropolitana IV. A Regional 9 está disposta a apoiar as chapas e orientar no que for preciso.

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Trabalhadoras/es da educação da Regional IX participam do ato nacional contra a Reforma da Previdência

A mobilização na Regional IX alcançou uma participação expressividade de sua base neste ato do dia 15/03, o que nos demonstra que os ataques do Estado contra toda a classe trabalhadora tem a potencialidade de provocar a unificação do nosso lado. Muitas outras categorias estavam presentes, além da Educação. A Regional IX teve um número de 65 participantes que encheram um ônibus e uma van a caminho da Candelária para se somar aos mais de 100 mil presentes na manifestação.

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Nota do SEPE Regional IX

URGENTE!!!
 
Informamos a todas e todos que foram coagidos a comparecer à 10ª CRE sem documentação (memorando), para “escolher” uma nova origem, que esta arbitrariedade já pode ser revertida.
 
Para tanto, basta comparecer à 10ª CRE e procurar o assessor adjunto Rodrigo Abreu, afim de anular a remoção compulsória.
 
Lembramos que ocorrendo qualquer resistência por parte da 10ª CRE, o trabalhador ou trabalhadora deve entrar em contato com a Regional IX imediatamente.
 
Vamos garantir nossa origem e nosso direito!!!!! Juntos somos fortes!!!!!
 
CONTATO
Tel.: 3395-3968 / (21)99792-0805
e-mail: regional9.sepe@yahoo.com.br
Site: seperegional9.org
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Atenção todas as trabalhadoras e trabalhadores da Educação da 10°CRE

A Regional IX em ato realizado hoje junto com professoras e professores da Rede Municipal decidiram realizar uma ocupação do gabinete da 10°CRE.

As professoras e professores foram orientados em suas escolas que deveriam vir a CRE para abrir mão de sua origem. Nesse ponto precisamos chamar a atenção para o fato de que não foi entregue nenhum documento oficializando a remoção e os motivos para a mesma. Ou seja, o processo de remoção está sendo encaminhado para as direções de escola através de um simples email e em alguns casos professores foram notificados via Whatsapp. A Regional IX do SEPE salienta que email e Whatsapp não são meios oficiais para este tipo de comunicação.

A mobilização da categoria garantiu que em todos os casos onde o professor demonstrou frontal discordância ao processo fosse garantida a origem.

No caso daqueles que já haviam assinado temos a garantia de que estas remoções serão revertidas bastando para isso que o trabalhador venha até a 10° CRE e manifeste a vontade de garantir sua origem e seu direito.

Toda a categoria da Rede Municipal precisa voltar a ocupar as Regionais do SEPE e reconstruir a mobilização. Esta tarefa é urgente, pois os ataques continuarão e o próximo governo vai tentar implementar políticas cujo efeito será a precarização ainda maior do nosso trabalho e a mercantilização da Educação com certeza estará na ordem do dia do novo governo.

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Paralisação do dia 16/11 e ato na ALERJ

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Alerj sitiada para as discussões do Pacote de Ajuste (Pacote da maldade) No último dia 16/11 o conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público do Estado do Rio de Janeiro realizaram uma forte mobilização na Assembleia Legislativa do Estado. … Continue reading

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A Regional IX convoca a categoria para a ASSEMBLEIA LOCAL UNIFICADA que vai ocorrer na segunda-feira (01/08) na sede da Regional em Santa Cruz.

Estamos passando por momentos importantes na Conjuntura, e em todas as escalas (Global, Nacional, Estadual e Municipal) há um ataque sistemático contra a classe trabalhadora. Lembramos a todas e a todos que nesta segunda-feira, dia da assembleia local, provavelmente será aprovado o PL 257 em Brasília.

Para quem não se lembra, o PL 257 é aquele Projeto de Lei que retira direitos das trabalhadoras e trabalhadores para que a crise do capital seja paga por nós, através seja da precarização e privatização dos serviços públicos, ou através da degradação do valor dos nossos salários e maior tempo de exploração da nossa força de trabalho. No caso da Rede Estadual do RJ a perda salarial devido a falta de reajuste já chega a 30%, isso antes do PL 257 ser aprovado, porque se for, impedirá reajuste nos salários dos servidores por, pelo menos, mais dois anos.

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A riqueza gerada pelo nosso trabalho é transferida como lucro para o setor financeiro

Precisamos urgentemente ter a noção clara de que a crise econômica a que estamos sujeitos é na verdade, a saída da crise para o setor privado. Ou seja, a ingerência da própria burguesia sobre o mercado financeiro é proposital. Os títulos das dívidas assumidas pelo Estado são na verdade títulos de compromisso com os bancos para resguardá-los e manter suas altíssimas taxas de lucro. O fundo público está sendo saqueado. A riqueza gerada por nós trabalhadores, e os impostos subsequentes estão capitalizando os bancos e empresas. Em 2014, o governo federal gastou R$ 978 bilhões com juros e amortizações da dívida pública, o que representou 45,11% de todo o orçamento efetivamente executado no ano. Para a Educação, foram destinados 3,73% do orçamento(o gráfico está no final do texto).

A crise é jogada para o nosso próprio colo. Nesse processo a grande mídia tem um importante papel, colocar a culpa no tamanho do Estado e nas leis trabalhistas. Fiesp, Firjan e várias entidades do alto empresariado reclamam e pressionam pela desregulação do mercado de trabalho alegando que a CLT emperra a geração de empregos (querem a terceirização).

A dívida está sendo usada como mecanismo de contrarrevolução permanente contra a classe trabalhadora, ou seja, a ideia é dificultar a sobrevivência do trabalhador a tal ponto que esse mesmo enfraquecimento nos convença de que o Estado precisa cortar na “própria carne” leia-se, na nossa carne, para que depois de o Estado ser “salvo”, aí sim nossa vida poder voltar ao “normal”. Nesse processo, nada se fala das 500 empresas brasileiras que juntas, devem 342 BILHÕES de reais ao Tesouro Nacional, nada se fala sobre as desonerações de vários setores, favorecendo o capital nacional. Nos pedem esforço, quando na verdade, mesmo sem crescimento, em ano de recessão, os bancos que operam no brasil já registraram lucro ainda maior que no ano passado.

Somente a nossa atuação em conjunto, como classe, ou seja, somente quando nós como classe trabalhadora nós organizarmos e enfrentarmos esse sistema, voltaremos a ter controle, dignidade e estabilidade na reprodução da vida. Nós geramos riqueza através do trabalho. Porém, a ideia da burguesia é nos manter em plena dificuldade e nos debatendo entre si, o individualismo e a guinada à direita e ao pensamento conservador sem falar do fanatismo religioso que estamos assistindo são manifestações claras da pressão que está sendo imputada a classe trabalhadora. Nesse quadro de caos gerado pela classe dominante e operado pelo governo, a nossa união e organização como classe se tornam urgentes a cada dia que passa.

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Fonte: Auditoria Cidadã da Dívida – Gráfico do orçamento executado de 2014

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